Tanto na vida profissional quanto na social, precisamos aprender a
interagir com pessoas. Situações como essas são comuns no nosso dia
a dia, já que, muitas vezes, quando menos esperamos, podemos ser
colocados a frente de uma equipe, ou começarmos a trabalhar em novos
projetos, em diferentes lugares e com inúmeras pessoas diferentes,
cada qual com suas habilidades e disposições.
Então, para obter êxito nas diversas tarefas que lhe são passadas, é
necessário que você consiga o suporte e a confiança dessas pessoas,
motivando-as e procurando atender suas necessidades.
Para isso, você deve ter em mente um planejamento ou um modelo de
“como influenciar o comportamento dessas pessoas” de uma maneira
efetiva e positiva.
O fato é que pessoas se comportam de acordo com certos princípios da
natureza humana, ou de acordo com a forma com a qual são
influenciadas a cumprir determinados trabalhos.
Por estarmos diante de diferentes pessoas, temos que ser
consistentes e flexíveis em diversas situações.
E como conseguir isso em diferentes dias, tarefas e funções?
Por esses dois motivos treinamos pessoas para gerir pessoas. Devemos
ter em mente que “O importante não é porque as pessoas decidem
abandonar as empresas e sim, o porquê elas permanecem”.
Imagine a seguinte situação: Você trabalha com alguém que é
excelente na análise de relatórios, e o seu desempenho é considerado
extremamente alto não só por você, mas também pelos demais colegas
de trabalho. Certo dia, você pede a ele que, após a análise de um
desses relatórios, transcreva-o para uma planilha e traga para você
dar uma olhada na manhã seguinte. No outro dia, você chega ao
escritório esperando que a planilha esteja em sua mesa. No entanto,
observa que nela contém apenas os seus papéis e seu porta-caneta. No
mesmo momento você liga para o seu colega que, ao ser indagado sobre
a planilha, simplesmente responde que “não a fez”.
Neste instante você começa a se perguntar: “Onde foi que eu errei?
Eu fui claro ao pedir a planilha e eu sei que ele sabe fazê-la!!!”.
Pois saiba que você cometeu o mesmo erro praticado pela maioria das
pessoas: analisou o seu colega como um todo e se esqueceu de
observar o desempenho dele em tarefas específicas.
Neste caso, temos uma pessoa com dois níveis de desempenho: um alto,
para analisar relatórios, e um mais baixo, para transcrevê-los.
Como ser consistente e flexível nessa situação, como determinar um
padrão de comportamento para o alto desempenho e para o baixo
desempenho e conseguir ser flexível para lidar com pessoas como a do
nosso exemplo, para que dêem o máximo que podem nos oferecer naquilo
em que são realmente habilidosas e aumentar o seu desempenho naquilo
que não são?
Partindo desse pressuposto, durante o nosso “Papo de Gestão de
Pessoas” iremos abordar diversas situações como a que descrevemos
acima e discutir como agir para obter os melhores resultados das
pessoas que influenciamos, nas diferentes situações em determinadas
tarefas, pois o nosso foco é “transformar a visão do todo de uma
maneira clara para os outros”.